Máquina do Tempo
(Humberto Barbosa)
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Um moço tange o trem, no meio do terreiro
E a cabocla pequenina, o chama guerreiro
Lançando uma mão do futuro ao vento
Olhando a paisagem da sua janela
Sente prazer a girar meia-noite
Como quem sente no riso, a flor
Serena, molhada, está a manhã
Ar puro destampa o farol, sente dor.
Oh, oh, 0h, a máquina do tempo, sei que não parou
Oh, oh, 0h, o relógio da parede foi que não mostrou
O vento na telha fazendo zoada
A voz rouca do trovão, açoita a sacada
Num instante a poeira da sombra, levanta
Fazendo o sinal da manhã clareada
A vida de um povo que mora no vale
Mulheres morenas, felizes que são
Juntam as vozes de novo num canto
De areia e flores nas pedras do chão
Oh, oh, 0h, a máquina do tempo, sei que não parou
Oh, oh, 0h, o relógio da parede foi que não mostrou